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Trinta toneladas de lixo são retiradas durante ação no Rio Cuiabá

Entre o lixo encontrado estavam grande quantidade de sacolas plásticas, garrafas PET, latinhas, eletrodomésticos e mobiliários estragados

O grupo ‘Amigos do Rio Cuiabá’ retirou ao longo da manhã deste sábado (24.06) cerca de 30 toneladas de lixo no entorno da Ponte Júlio Müller nos perímetros urbanos de Cuiabá e Várzea Grande. A ação reuniu 1.500 pessoas que seguiram por via terrestre e também em embarcações para coletar resíduos que serão doados a cooperativas de reciclagem.

Conforme a superintendente de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Vânia Márcia Montalvão, a ação foi de extrema importância para sensibilização da sociedade com relação ao descarte incorreto dos resíduos. Ela espera que essa atividade mobilize as pessoas de maneira que o resultado seja visto na redução de quantidade de lixo jogado no Rio.

“A questão do lixo é responsabilidade do cidadão. É necessário entender que o resíduo é produzido por mim e não somente pelo outro, então, ele é minha responsabilidade. Não adianta achar que ao descartar o lixo indevidamente estaremos isentos das consequências, pelo ao contrário, vamos colaborar pela diminuição da quantidade e qualidade da água e isso afetará a mim e minha família”.

Essa ação reuniu Governo do Estado, Assembleia Legislativa, as prefeituras de ambos municípios e outros parceiros com o único objetivo de cuidar do rio. Para o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, este rio é a maior identidade cultural da cidade, é um dos maiores patrimônios.

Ele acredita que a mantê-lo limpo, evitando as agressões ambientais, é o mesmo que preservar a cidadania, a saúde e a qualidade de vida da população.

 

“Desde o primeiro momento intensificamos as parcerias que visam ação como esta. Outra preocupação que tivemos é com relação a CAB Ambiental. Já estamos tomando providências. Temos até o dia 14 de julho para definir a empresa que ficará em Cuiabá. A CAB só ficará se der todas as garantias de um investimento de 1,4 bilhão no prazo de sete anos com o propósito de universalizar a água tratada e o esgotamento sanitário na capital, o que resultará no avanço da preservação e defesa do rio”.

Ativista na área ambiental, o deputado estadual Wancley Carvalho, um dos apoiadores do grupo Amigos do Rio Cuiabá, frisou que ações pontuais podem transformar toda uma comunidade. Ele lembra que se cada um cuidasse do seu lixo não existiria tal poluição. “Todos somos responsáveis pelo ambiente onde moramos. Se cada um cuidar do seu lixo teremos uma cidade mais limpa e o meio ambiente organizado”.

A ação

A concentração teve início às 07h, na Praça do Porto, em Cuiabá, depois as equipes seguiram por diversos trechos a pé e de barco, percorrendo as margens do Rio na região do Porto, Praieirinho e São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá, e Alameda, em Várzea Grande. Entre o lixo encontrado estavam grande quantidade de sacolas plásticas, garrafas PET, latinhas, eletrodomésticos e mobiliários estragados. Esta foi a segunda edição da atividade. A primeira ocorreu no ano passado e teve a mesma quantidade de lixo recolhido.

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A professora de ciência e biologia da Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral, Valdivânia Souza, trouxe seus alunos do ensino médio para participarem da atividade. “É interessante eles verem in loco como está a situação das águas do rio. Eles aprendem na teoria que os descartes inadequados podem levar à poluição, mas em sala de aula os alunos não têm essa visão de que a garrafa de água jogada na rua chega até aqui”.

O presidente da Federação de Pescadores de Mato Grosso e representante da Colônia de pescadores Z14, de Várzea Grande, Belmiro Alves de Miranda, também integrou as equipes de limpeza. Sua preocupação maior é que todo o lixo encontrado afeta diretamente no seu trabalho como pescador, já que muitos peixes também podem ser prejudicados com a poluição. “Alguém quer lixo na sua casa? Não. O rio também não quer e nós pescadores muito menos”.

Por: Fernanda Nazário | Sema/MT.

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