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Sete deputados de MT votam para livrar Temer de investigação

Sete deputados de Mato Grosso votaram a favor da rejeição da 2ª denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). A Câmara dos deputados barrou na noite desta quarta-feira (25), a 2ª denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), onde responsabilizaria o atual Presidente por organização criminosa e obstrução da Justiça.

Da bancada Mato-Grossense a maioria votou a favor do relatório que rejeitava a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente. Votaram a favor do arquivamento os deputados Carlos Bezerra (PMDB), Adilton Sachetti (sem partido), Ezequiel Fonseca (PP), Fábio Garcia (sem partido), Nilson Leitão (PSDB), Rogério Silva (PMDB) e Victório Galli (PSC).

Apenas o deputado, Ságuas Moraes (PT) votou “não”, ou seja, pelo prosseguimento da denúncia que poderia resultar no afastamento do Presidente da República.

Entendendo a denúncia

A denúncia assinada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot acusa Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco de integrarem uma organização criminosa que teria recebido ao menos 587 milhões de reais em propina sobre contratos de empresas estatais e ministérios.

Também foram denunciados outros integrantes do chamado “PMDB da Câmara”, como os ex-ministros Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que estão presos.

“Michel Temer dava a necessária estabilidade e segurança ao aparato criminoso, figurando ao mesmo tempo como cúpula e alicerce da organização. O núcleo empresarial agia nesse pressuposto, de que poderia contar com a discrição e, principalmente, a orientação de Michel Temer”, diz o texto.

O presidente também é acusado de obstrução à Justiça, a partir de uma conversa gravada pelo empresário e delator Joesley Batista, sócio do Grupo J&F. No diálogo, que se deu em março, no subsolo do Palácio do Jaburu, Joesley informou a Michel Temer que estava “de bem” com Eduardo Cunha e o lobista Lúcio Bolonha Funaro. Como resposta, Temer o orientou a “manter isso aí”.

Com base na gravação e na delação premiada do empresário, a PGR sustenta que o “estar de bem” significava que Joesley Batista estava fazendo pagamentos a Cunha e a Funaro para evitar suas delações premiadas, que incriminariam o presidente e seu grupo político, e que o peemedebista encorajou Joesley a manter os repasses.

 

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