Editorial

Em meio ao pedido de impeachment presidencial ocorrido na Câmara dos Deputados, no último domingo (17/04), pudemos perceber o caminhar político no Brasil. E não digo isso por conta dos inúmeros escândalos de corrupção envolvendo o atual governo. Mas sim, pela forma com que a política brasileira tem sido conduzida.

No dia da votação, a Câmara dos Deputados, que carrega sobre si o apelido de Casa do Povo, mais parecia um circo: Não faltaram piadas. O discurso utilizado pela maioria dos Deputados Federais nos revelou a ignorância oculta aos olhos e o quilate do político brasileiro. Revelou também que precisamos evoluir em conhecimento, para podermos votar melhor nas Eleições. E bem mais que isso, nos revelou que os grandes culpados pela decadência política e consequentemente, econômica não é deles. E sim de quem os colocou lá: A culpa é nossa!

“Voto pelo futuro do meu filho Eduardo, que está de aniversário hoje e da minha filha Stela, que vai nascer. Pelas minhas esposas Marta e Andréia, pessoas a quem tanto amo. Pelos meus pais José Olímpio e dona Regina, que tanto já batalharam nessa vida. Voto pelo futuro da minha avó Ester, que já não está mais em nosso meio (Deus a tenha). Voto também pelo Bob, meu cachorro de quatro patas e pelo meu papagaio verde que aprendeu a cantar parabéns na semana passada. Em nome deles, quero estender a minha homenagem a todos os animais do nosso Brasil. Voto pelo bem da nação brasileira e pela paz em Israel”.

Mas, engana-se quem pensa que só a presidente Dilma Rousseff se sentiu triste após o processo de votação. No hall de injustiçados com os discursos, também estão as amantes: Ninguém falou das amantes!

Não era preciso especificar nome de familiares, idade, religião e nem a cor da bandeira brasileira. Bastava se manifestar contra ou a favor. Faltou seriedade! A votação que pediu a abertura do processo de impeachment foi uma bagunça generalizada e tremenda falta de respeito ao povo brasileiro.

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